quarta-feira, 30 de março de 2011

BÔNUS/ENGANAÇÃO...


INDIGNAÇÃO E REVOLTA: EM QUASE 30 ESCOLAS PROFESSORES OU NÃO RECEBERAM NADA OU TIVERAM VALORES IRRISSÓRIOS!

Após levantamento parcial feito junto aos nossos conselheiros e representantes de escolas nesta quarta feira constatamos que em mais de trinta escolas praticamente a metade das unidades da rede estadual em SBC, os professores ou não receberam nada ou receberam valores irrisórios como pagamento do bônus, confirmando aquilo que nós estamos denunciando há vários ano: o bônus é um grande engodo que o governo usa para dividir a categoria e para fazer propaganda enganosa junto aos meios de comunicação. Certamente essa deve ser a realidade da categoria no estado.

A reclamação é praticamente generalizada, foram dezenas de telefonemas reclamando desse total desrespeito, combinado com a falta de transparência, pois pela primeira vez os valores foram provisionados nas contas sem a publicação do IDESP das escolas. Como podemos ver o número de escolas foi muito superior ao da suposta lista que circulou na internet. Outro aspecto foram os valores ridículos tais como o pagamento de 5 reais, 10 reais ou até centavos. Uma situação hilária que potencializou a revolta da categoria. Esperamos que os professores demonstrem na prática essa indignação comparecendo em massa à Assembleia Estadual na próxima sexta feira dia 1º de abril, onde vamos denunciar essa gigantesca farsa que é a mentirosa política do governo, destruidora da educação no Estado de São Paulo.



TLS – TRABALHADORES NA LUTA SOCIALISTA

sábado, 19 de março de 2011

Plenária de professores discute eleição no sindicato, conferência das educadoras e problemas nas escolas.


No dia 15 de março de 2011, ocorreram as primeiras reuniões de representantes da APEOESP nas Subsede no Estado.

Em SBC, a casa estava cheia com mais de cem professores representando cerca de 60 escolas do município.

O Primeiro ponto da pauta foi sobre a conjuntura, onde as polêmicas ficaram entre os que defendem um novo modelo de educação para o estado de São Paulo e os que dissimulam o debate e aceitam o continuísmo tucano como está explicitado em grande parte na política educacional do projeto nacional do governo do PT/PMDB e outros

Falei do momento que estamos vivendo em nível federal, com a política de meritocracia prevista e implementada pela gestão Fernando Haddad, pelo arrocho econômico de Geraldo Alckmin, que tenta através do novo Secretário de educação se diferenciar dos demais, porém, implementa a política de continuidade dos sucessivos governos do PSDB em São Paulo e em outros Estados Brasileiros.

Em nível municipal, estamos às vésperas da municipalização anunciada pelo governo de Marinho, PT/PTB, cujo calendário da municipalização do ciclo II do ensino fundamental está previsto para 2012. O sindicato solicitou uma reunião com a Secretária de educação do Município e até o momento não obteve resposta oficial para tratar desse tema.

Sobre as campanhas, a votação que houve foi em função da proposta defendida pela TLS, propondo que os professores solicitem judicialmente a retirada das faltas dos seus prontuários sem custos para os associados que participaram da greve em 2010. Essa proposta foi polêmica na sede central onde a articulação defendeu ao contrário. Após a defesa, a mesma foi aprovada por esmagadora minoria.

Sobre o processo eleitoral, foi votada a composição da Comissão eleitoral onde a TLS ficou com três membros, o MTS ficou com dois e a articulação sindical ficou com 1 suplente.

O grupo da articulação, liderado pela diretora que afundou São Caetano do Sul e que agora ancora-se em SBC, seguramente encontrará resistência na manutenção da política de continuísmo da atual presidenta Bebel, bem como na política pró- municipalização da educação do Prefeito Luiz Marinho do PT.

Com um comportamento e prática execrável, tumultuaram a plenária inteira de forma orquestrada levando-a a um nível de Stresse e conseqüentemente a um ligeiro esvaziamento do plenário.

Por outro lado, a direção dos trabalhos da atual gestão (MTS) perdeu o controle e a condução dos trabalhos, levando o plenário a um impasse, desrespeitando e gerando profundo desconforto aos presentes que não merecem essas cenas deploráveis.

Após essa polêmica, teve início a mesa dirigida pelas mulheres, cuja tônica foi à primeira conferência estadual das mulheres que será realizada nos dias 26 e 27 de março em são Paulo. Além da delegação, a TLS apresentou uma proposta para ampliar a participação das mulheres na referida conferencia. Os presentes aprovaram a indicação de mais seis participantes na condição de observadoras custeadas pela Subsede da cidade.

Embora o ponto de informe constasse da pauta, o mesmo ficou um pouco prejudicado, dado a desorganização na condução dos trabalhos. Mesmo assim, foram dados alguns informes, como o debate no dia 21 de março, a partir das 18 horas na subsede da APEOESP, sobre a necessidade da luta pela eliminação do preconceito racial na sociedade.

Outro informe foi sobre o mês da mulher e o debate que vai ocorrer no dia 28 de março a partir das 15 horas na sede do Psol em sbcampo. Esse debate contará com a contribuição teórica da professora Nayara e da advogada Maria Irene Palermo dos Santos.

Sobre os mais variados problemas que vem ocorrendo nas escolas, alguns foram destacados:

-O conselho da EE Pedra de Carvalho aprovou por unanimidade uma solicitação ao ministério público para averiguação das obras que vem sendo realizadas nesta unidade escolar, haja vista o desmando com o dinheiro público.

- Foi também dado o informe da apuração que vem ocorrendo em nível de ministério público sobre denuncia na escola 20 de agosto por supostas irregularidades.

-Outro informe que chamou atenção foi em relação a escola Jean Piaget, onde mais uma vez o assédio moral esta em curso pela diretora Idalina, histórica diretora que freqüentemente tem levado trabalhadores ao choro, tal é a sua opressão e despreparo frente a um cargo público. Entendo que a Diretoria de Ensino, deveria afastá-la imediatamente para fazer uma apuração isenta, pois, caso não seja resolvido em nível de diretoria de ensino, iremos buscar a justiça, ou em órgãos superiores uma solução para esse impasse. Outros informes foram relatados conforme ata dos trabalhos.

Como lição ou balanço, ficou a sensação de que mudanças urgentes precisam ser realizadas.

Considerando que as eleições estão próximas e ao que tudo indica novas possibilidades de direção estão na ordem do dia, cabe aos educadores se envolverem e decidirem sobre o sindicato que temos e o sindicato que queremos.

Logo apos a reunião do sindicato, os professores e professoras da TLS, se reuniram para deliberar sobre vários pontos relacionados as mudanças urgentes e necessárias, bem como, nos articularmos para enfrentar e disputar pra valer a direção do sindicato em nível estadual e municipal.

Oposição pra valer!!!

Aldo Santos, Professor de filosofia nas unidades escolares Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb, ex-vereador em SBC, Sindicalista, membro da Executiva Nacional do Psol, Presidente da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Coordenador da corrente política TLS, (16/03/2011)

sábado, 5 de março de 2011

Que outros ventos sopram na África? O sopro de vida do povo de África!


Ao vermos as pautas dos telejornais brasileiros contemplando questões conjunturais no continente africano, podemos perceber o quanto esta mídia que não passa de um apêndice da mídia internacional, apenas reproduz as informações que os veículos de comunicação estrangeiros do norte pautam em suas edições.

Os eventos políticos recentes na Tunísia e no Egito são apresentados como uma “revolta cidadã” já que os manifestantes destes países reivindicam uma democratização política no contexto de seus países.

O que a mídia internacional, e sua retransmissora periférica no caso a brasileira, fazem é apenas reproduzir exaustivamente as imagens do grande contingente de manifestantes aglomerados no centro das capitais destes países, na maioria das vezes confrontando-se com compatriotas de posições divergentes.

Então o que pensar? A mídia internacional “descobriu a roda”? Jamais soube da realidade opressora e violenta cujos governantes tem imposta a seus povos há décadas?

Nunca foram chamados de “líderes árabes” por esta mesma mídia quando de suas excursões mundo afora?

A maior indignação que esta mídia expressou foi justamente quando seus operadores, trabalhadores da comunicação, foram vítimas da mesma violência que ajudou a criar quando se calou por décadas a respeito da violação dos direitos humanos, sociais, econômicos e políticos que estes governantes desencadearam.

Nenhum veículo fez questão de frizar que os chamados líderes destes países são aqueles que melhor cumpre a política orientada pelos países hegemônicos do Norte e suas organizações multilaterais. São os que maior acesso tem aos salões nobres do poder mundial.

A conjuntura no continente africano não deve ser ignorada pelas organizações de esquerda numa leitura do mundo atualmente, uma vez que tal negligência contribuiu enormemente pela perpetuação de que não é possível reescrever a história dos oprimidos no mundo.

E que a resistência ao autoritarismo e a opressão social e econômica deve ser, de fato, internacional e mundializada..

Duas grandes lições revolucionárias nesse contexto: primeiro, o papel da juventude em qualquer processo de renovação política e cultural esta além de modelos definidos a priori, segundo, hoje, como nunca, os instrumentos comunicação devem ser acionados num contexto transformação social, uma vez que transformação se faz com gente informada e não à distância.

Entoamos novamente a consigna da Via Campesina durante o Fórum Social Mundial em 2005: “Globalizemos a Luta!” e “ Globalizemos a Esperança!”

Postado por PSOL-Garça.