segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A TLS empenha total solidariedade e afirma que ALDO SANTOS é ficha limpa



Carta Abertas


Trabalhadores na Luta Socialista



A corrente vem a público reafirmar seu compromisso com a luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Neste sentido é motivo de orgulho ter em nossas fileiras e podermos lutar ombro a ombro com o companheiro ALDO

SANTOS.

Aldo ao longo da sua história tem dado sua contribuição para a construção de um mundo justo igualitário e solidário. Acredita que emancipação da classe trabalhadora será obra dos próprios trabalhadores e que somente assim construiremos uma sociedade sem explorados e exploradores, sem opressores nem oprimidos.

A TLS indicou e o PSOL-SP aceitou a indicação de ALDO SANTOS para vice-governador na chapa com o companheiro PAULO BÚFALO. No entanto, a justiça burguesa em um ato de perseguição e criminalização dos movimentos sociais e de seus lutadores quer cassar a candidatura de Aldo.

Utilizando a lei “Ficha Limpa” argumentam que ele não pode ser candidato uma vez que foi

condenado por um colegiado.

A verdade dos fatos: Aldo é acusado de usar seu mandato como vereador em São Bernardo do Campo para dar apoio ao Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2003, na ocupação de um terreno por 7 mil pessoas que reivindicavam condições dignas de moradia. Na ocasião,Aldo Santos autorizou o uso de um carro da Câmara Municipal para retirar mulheres, crianças e idosos do local diante de uma ameaça de desocupação forçada pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

A TLS empenha total solidariedade e afirma que ALDO SANTOS é ficha limpa. Não há absolutamente nada que macule sua história de luta junto da classe trabalhadora. Continuaremos trabalhando na construção de uma sociedade socialista. Nossa militância está nas ruas, fábricas e escolas denunciando a criminalização dos movimentos sociais e a perseguição aos seus ativistas.

Continuaremos pedindo voto na chapa do PSOL 50 e para governador PAULO BÚFALO E ALDO

SANTOS vice-governador.

ATÉ A VITÓRIA!

TRABALHADORES NA LUTA SOCIALISTA (TLS)

sábado, 28 de agosto de 2010

NOTA do PSOL/SP - Aldo Santos é Ficha Limpa!

Aldo Santos é Ficha Limpa e vítima da criminalização dos movimentos sociais

No dia 26 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo indeferiu a candidatura de Aldo Santos, que concorre pelo PSOL ao cargo de vice-governador de São Paulo, recorrendo a lei da “Ficha Limpa”. Trata-se de uma aplicação equivocada da lei.

Não pesa contra Aldo Santos nenhuma suspeita de corrupção. Os motivos pelos quais buscam impedi-lo de concorrer são de outra ordem. Aldo é acusado de usar seu mandato como vereador em São Bernardo do Campo para dar apoio ao Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2003, na ocupação de um terreno por 7 mil pessoas que reivindicavam condições dignas de moradia.

Na ocasião, Aldo Santos autorizou o uso de um carro da Câmara Municipal para retirar mulheres, crianças e idosos do local diante de uma ameaça de desocupação pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

A própria Câmara de São Bernardo abriu uma sindicância para apurar o caso, que foi arquivada diante da comprovação de que o carro oficial havia sido utilizado para socorrer munícipes. Outra ação proposta pelo então prefeito Willian Dib também foi arquivada.

A ação judicial na qual baseou-se agora o TRE também foi julgada improcedente em primeira instância, o que comprova que a utilização do veículo para retirada de mulheres, crianças e idosos do local em que ocorria a ocupação não feriu a lei nem os princípios administrativos.

O PSOL é um partido pautado pela ética. Desde sua criação, esteve à frente de todas as lutas contra a corrupção, defendeu a cassação de Sarney e Renan Calheiros e o impeachment dos governadores José Roberto Arruda e Yeda Crusius. Defensor da lei do “Ficha Limpa” desde o início, o PSOL levou sua militância às ruas para coletar assinaturas pela aprovação do projeto.

Nesse caso, porém, há uma clara inversão: a lei da “Ficha Limpa”, que deveria servir para barrar a candidatura de corruptos, foi desvirtuada de forma a reforçar a crescente criminalização dos movimentos sociais. Por isso, o PSOL recorrerá da decisão e manterá a candidatura de Aldo Santos a vice-governador. Sua trajetória de luta ao lado dos movimentos sociais é motivo de orgulho para nosso Partido.

O nosso candidato a governador, Paulo Bufalo, cumpriu todos os requisitos para o registro de sua candidatura, porém também teve seu registro indeferido, já que a chapa é indivisível. O PSOL recorrerá da decisão.

Coordenação da Campanha Estadual do PSOL SP

São Paulo, 26 de agosto de 2010.
MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO


Abaixo reproduzimos texto elaborado pelo secretário da subsede da APEOESP, Professor Paulo Neves , que participou da reunião com a secretária de Educação do município de São Bernardo do Campo, Creuza Repulho.

É a primeira vez que o Município fala sobre a merenda escolar, apresentando uma versão diferente da posição do Estado, publicada nos jornais e meios de comunicação regional e estadual.Discorreu ainda sobre o atendimento à creche e agendou o inicio da municipalização da 5º a 8º série (ensino fundamental). Esse tema e debate se choca com as deliberações congressuais do Sindicato dos Professores da Rede Pública do Estado de São Paulo-APEOESP, que tem posição definida contra a municipalização de ensino no Estado.

Conclamamos aos professores do Município para que se organizem no interior das escolas para participarem dos eventos da APEOESP, uma vez que a Secretária aceitou abonar o ponto para fins sindicais, conforme publicação do calendário oficial e do próprio sindicato. Esta era uma antiga reivindicação do sindicato dos professores junto ao município, e um passo importante na organização sindical dos educadores municipais, em sintonia com a educação pública estadual.

“A Apeoesp de SBC reuniu-se na tarde de ontem (12 de agosto) com a Secretária Municipal de Educação Creuza Repulho. Foi a primeira vez que a atual administração recebeu o Sindicato, já que em maio de 2009, a mesma Secretária marcou reunião e não compareceu.

MERENDA ESCOLAR

A Secretária relatou todo um histórico do processo que levou a Administração a romper o contrato com Estado. Disse realizaram várias reuniões e que havia ficado acertado que a Prefeitura se responsabilizaria pela merenda no período diurno inclusive o pessoal e que o Estado deveria ser responsabilizar pelo pessoal do período noturno, já que o custo era muito alto para o município. Entretanto o Estado não cumpriu a sua parte, pois quase na véspera do início do ano letivo não havia apresentado um plano de viabilização. Desta forma a administração municipal não teve outra alternativa a não ser romper o contrato. Mesmo assim, ela enfatizou que doou para o Estado toda infra-estrutura para, inclusive gêneros alimentícios e só retirou totalmente o pessoal em algumas escolas no mês de abril desse ano.

A APEOESP colocou que no desentendimento entre Prefeitura e Estado as grandes vítimas foram os alunos e as equipes escolares que além do transtorno no primeiro bimestre letivo, até hoje estão consumindo merenda enlatada, prejudicial à saúde, dado o elevado grau de conservantes e outras substâncias.

MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO

A APEOESP reiterou ofício já protocolizado em maio de 2009, questionado sobre esse processo e colocando a posição da entidade contrária à municipalização. A Secretária disse que no atual mandato priorizou o atendimento em creches, pois a demanda levantada pelo município constatou a falta de cerca de 11.900 vagas e que havia uma ação sendo executada contra a cidade cuja multa é de mais de 130 milhões de reais.

Dessa forma a municipalização de 5ª a 8ª será anunciada em 2012 para se executada em 2013. Segundo ela mesmo assim dependerá do Estado, o qual ultimamente tem demonstrado desinteresse em prosseguir com esse processo, pois tem perdido recursos para os municípios dado que, os mesmos ficam retidos no FUNDEB e só são resgatados com a demonstração de matrículas efetuadas. Na medida em que repassa para os alunos para os municípios o Estado não tem como resgatar os mesmos perdendo receita.

Sugeriu que a APEOESP participe do Conselho do FUNDEB, podendo ampliar mais uma vaga ou mesmo na condição de entidade convidada.

Disse ainda que havia uma pressão para que o Município devolvesse todos os gestores do Estado que participam do convênio, porém ela garantiu que os mesmos continuarão trabalhando nas escolas municipais. Só não pode garantir a remoção porque o contrato assinado com Estado veda esse dispositivo e que a administração anterior fazia isso descumprindo a Lei para atender a política do favorecimento, trazendo saldos políticos para o ex – secretário.

Sobre a questão dos professores do Estado que integram o convênio com o município, participarem das reuniões de representantes com abono de ponto, disse que não vê problemas e pediu para a APEOESP enviar os nomes, que ela vai encaminhar as orientações para as escolas.

A Secretária disse que a Educação em São Bernardo na gestão anterior, esteve subordinada a lógica política do ex-Secretário Admir Ferro, baseada nos favores pessoais e nos jeitinhos. Disse ao ser questionada sobre a aplicação dos 60% do FUNDEB (Lei 11.494/08), para o pagamento e a valorização do magistério, que cumpre religiosamente, porém a administração anterior já teve duas contas rejeitadas. Comprometeu-se a repassar para a APEOESP esses dados por escrito.

CUMPRIMENTO DO PARÁGRAFO 4º DO ARTIGO 2º DA LEI 11.738/08 (Lei do Piso Salarial Nacional)

Questionamos se pretende cumprir o que determina o parágrafo 4 do artigo 2º da Lei 11.738/08 (Lei do Piso Salarial Nacional), destinando um terço da jornada para ser cumprido em hora atividade. Ela enfatizou que o objetivo é esse e que está preparando um novo plano de carreira onde deverá mudar a atual jornada adequando-a a Lei. Disse ainda que a discussão com as entidades municipais está emperrada, por conta de que as mesmas querem inserir todos os funcionários no plano de carreira do magistério incluindo motoristas e outras profissões que ela entende que devem integrar a carreira do funcionalismo público. Nesse aspecto disse discordar inclusive da CNTE. Lembramos que todos os trabalhadores da educação contribuem para a melhoria do ensino. Porém ela disse que não vê como, por exemplo, o mestrado de um servente, vai contribuir para melhorar a educação.

Disse ser contra a política de mérito e o bônus de assiduidade, pois ser assíduo é condição de todos os que trabalham”. (TEXTO RELATADO POR PAULO NEVES)

Essa reunião marcada de última hora, certamente expressa os interesses da atual administração, haja vista o desgaste em relação a ruptura da parceria do fornecimento da merenda escolar por parte da prefeitura e ou do Estado.

A piora na qualidade da merenda oferecida pelo Estado está sendo apurada pela promotoria da vara da infância, após denúncia encaminhada por membros da executiva municipal da (TLS) e pela UMES,publicada na imprensa regional . O Presidente da Umes vem acompanhando esse processo que motivou a diligência do Promotor às escolas Estaduais no município, onde segundo a própria imprensa, foi constatada as denúncias veiculadas.

Mesmo diante de um discurso “supostamente renovado” por parte da secretaria municipal de Educação, o mesmo visa acobertar os velhos e freqüentes ataques aos professores tanto da rede estadual , quanto da rede municipal .

O sindicato não apóia a municipalização de ensino, pois tal medida implicará na demissão de professores, acarretando prejuízo ao aluno que hoje estuda próximo da sua casa.

Nesse contexto, nem o modelo tucano de educação, que há 16 anos tem piorado a qualidade de ensino no estado, levado os professores a mendicância salarial e ainda protagonizam “pela omissão” a violência e o abandono da rede estadual; Tão pouco,o modo Petista de governar, uma vez que a municipalização de ensino não é a solução para as mazelas da educação pública no Estado de São Paulo.

Convidamos o corpo docente, discente e a comunidade em geral para que possamos nos organizarmos ainda mais para recuperar a escola pública de qualidade, laica e gratuita, colocando-a a serviço dos filhos e filhas da classe trabalhadora.



Resistir é preciso!!!



Aldo Santos. Sindicalista, Presidente da Associação dos professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Coordenador da corrente política TLS,membro da executiva nacional do Psol.(14/08/2010)
Fortalecer as lutas, avançar na construção de uma central unitária e do Fórum Nacional de Mobilizações .



Em reunião nacional ampliada no dia 14 de agosto, em São Paulo, as organizações que assinam esta nota debateram e concluíram o que segue:

O Brasil continua campeão de desigualdades sociais. A concentração da riqueza nas mãos de uma minoria acabou de ser, mais uma vez, apontada pelos organismos oficiais. A política econômica continua privilegiando o pagamento de juros da dívida em detrimento dos serviços públicos. 36% de toda a arrecadação do Estado vai direto para os cofres dos banqueiros, especuladores e rentistas que sugam as riquezas do País, enquanto o serviço público não recebe os investimentos necessários, nem mesmo os percentuais determinados pela própria constituição federal.

O desemprego continua alto e os que têm emprego, de um modo geral, não recebem salários suficientes para uma vida digna! As lutas por reforma agrária, moradia, direitos e salários são tratadas como crime.

No plano internacional, segue a crise econômica com centro na Europa e dá sinais de recrudescimento nos EUA. Os Estados socorreram com trilhões de dólares o grande capital. A classe é quem está pagando a conta da crise.

O governo Lula vetou o projeto que acabaria com o fator previdenciário e os candidatos financiados pelo grande capital ameaçam realizar mais uma reforma da previdência. Os Correios sofrem com o desmonte e ameaça de privatização. No plano estadual, os governos atacam os serviços públicos com terceirização e privatizações. Cabe lembrar a tentativa de privatização da TV Cultura, com demissões em massa de funcionários.

Mas não é apenas a classe trabalhadora que é atingida pelo modelo concentrador intrínseco ao capitalismo. Os recursos naturais são gravemente destruídos para garantir as condições para restabelecer a acumulação expandida de capital. A urgência e gravidade da crise climática, a construção de Belo Monte e a mudança do Código Florestal, por exemplo, demonstram que a reprodução do capitalismo seguirá exaurindo os recursos naturais, colocando em risco a própria vida. Por isso, a necessidade de uma alternativa popular, ecológica e socialista.

Neste quadro, reafirmamos a unidade para lutar pela redução da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, pelo fortalecimento dos serviços públicos com investimentos vigorosos no atendimento à população e valorização dos servidores, pela suspensão do pagamento da dívida, pela reforma urbana e agrária e por uma política econômica para atacar, efetivamente, a concentração da riqueza e da renda.

Nos próximos meses, devemos apoiar e incentivar a unidade das campanhas salariais de importantes categorias, por reajuste geral de salários e melhores condições de trabalho, como os bancários, metalúrgicos, petroleiros, entre outros, que por sua importância na economia e na organização sindical podem estabelecer os parâmetros das negociações salariais do próximo período.

Devemos participar do Grito dos Excluídos e na construção do Plebiscito Popular pelo limite das propriedades rurais que acontece na semana da Pátria. O Plebiscito é muito importante, pois nos permite debater os principais problemas enfrentados pela maioria do povo, do campo ou da cidade. Além do Plebiscito, devemos nos somar ao abaixo assinado para coletar, no mínimo, 1,2 milhão assinaturas para um Projeto de Iniciativa Popular que emende a constituição, limitando o tamanho das propriedades em 35 módulos fiscais. Essas iniciativas nos permitem sair de uma posição defensiva contra a criminalização dos movimentos sociais, para uma situação ofensiva sobre o latifúndio e o agronegócio, ao tornar ilegais as grandes propriedades.

Nos somaremos à Jornada Nacional de Lutas que acontecerá nos dias 25 a 28 de outubro aprovada no Congresso da Fenasps, com atividades nos municípios, estados e manifestação em Brasília, contra a terceira reforma da previdência, pela redução da jornada, contra a gratificação de produtividade e avaliação de desempenho e a criminalização dos movimentos.

Reafirmamos a necessidade de retomar um amplo Fórum Nacional de Mobilizações que articule o conjunto dos setores que querem lutar em defesa das reivindicações populares, aumentando a capacidade de convocação e resistência social, contra as políticas de retirada de direitos do governo e dos patrões.

O Conclat e a reorganização

Enquanto nossos desafios aumentam, o movimento dos trabalhadores vive um quadro de fragmentação. O Conclat seria um passo fundamental para reagrupar uma parcela combativa do movimento sindical e popular, mas foi frustrado pelo hegemonismo e a imposição do setor majoritário da antiga Conlutas e do MTL. Após aquele desfecho fizemos vários esforços para recompor a unidade. No dia 26 de junho, em reunião ampliada com dezenas de entidades e movimentos, aprovamos um manifesto reafirmando a necessidade da unidade e apontando elementos fundamentais para concluir, enfim, a tarefa de fundar uma central unitária.

Até o momento, no entanto, persistem dificuldades para a recomposição. A enxurrada de notas emitidas pela Conlutas em diversos jornais, sites e listas, particularmente do partido que hegemoniza a Conlutas, destinada única e exclusivamente a fazer disputa tem dificultado a recomposição. Infelizmente, a deliberação da coordenação dos companheiros não ajuda a superar os impasses, pois muda o nome - equivocadamente votado no Conclat – para outro que todos sabem não é aceitável, além de reafirmar posições que dificultam superar os impasses.

Acreditamos que é necessário empreender esforços de parte a parte para buscarmos uma solução que permita concluir a tarefa colocada para o Conclat: a de fundar uma central unitária! Portanto, reafirmamos nosso manifesto aprovado no dia 26 de junho e esclarecemos os pontos básicos para efetivar um processo real de negociação que permita a recomposição:

1- sobre o nome da entidade

Que a próxima reunião deliberativa dos companheiros mude o nome para Central Sindical e Popular – CSP.

2- sobre funcionamento e democracia nos fóruns

a) que até o próximo congresso e, provisoriamente, até que se restabeleçam as relações de confiança abaladas no Conclat, o funcionamento da entidade seja pautado pela busca de consensos. Não se pode confundir o funcionamento de uma entidade em processo de fundação, e ainda por ser consolidada, com o funcionamento de entidades sindicais com anos e anos de existência;

b) que as questões do cotidiano, como campanhas ou as táticas e eixos das lutas cotidianas, que não envolvam questões de concepção (e princípios), e não causem desconforto e constrangimentos aos diversos setores que compõem a central, sejam votadas por maioria simples;

c) que deve evitar levar a voto questões de fundo, que envolvam concepções, princípios e tradições dos diversos setores sociais que compõem a central. Se forem a voto, devem ser decididas por quórum qualificado de 2/3. Entre os pontos que não devem ir a voto podemos citar posições sobre os processos na América Latina, filiação ou articulações internacionais, ou mesmo caracterizações sobre o MST, por exemplo, que dividem as opiniões dos setores que participaram do Conclat;

d) avançando o processo de recomposição, com certeza a central saberá respeitar a autonomia das entidades de base e não votará posições sobre as táticas diferenciadas de cada categoria ou ramo de atividade. Por exemplo, podemos citar a situação do funcionalismo federal, onde convivem táticas diferenciadas, ou da categoria bancária, cujos setores que compõem a central adotam táticas, construções e fóruns distintos, e a central não poderá se posicionar pela tática deste ou daquele setor, atravessando o limite da autonomia, e criando constrangimento a qualquer um dos setores. O mesmo procedimento deve ser adotado nas eleições sindicais. Devemos trabalhar pela busca da unidade dos que atuam na central. No entanto, quando houver militantes que reivindicam nossa central em chapas distintas, a central não se posicionará por esta ou aquela chapa, respeitando a plena autonomia das organizações de base e, assim, garantindo a construção unitária da central.

3- sobre a composição das instâncias

Que o conjunto dos delegados e delegadas esteja representado pela proporcionalidade direta e qualificada no Conclat, nas tarefas da executiva, suplência e Conselho Fiscal.

Para seguir a luta, avaliar o processo de recomposição e debater os próximos passos realizaremos uma Plenária Nacional no dia 14 de novembro de 2010, para a qual estão todos convidados.

INTERSINDICAL

UNIDOS PRÁ LUTAR

TLS

INDEPENDENTES

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vamos organizar o Plebiscito pelo limite da propriedade da terra no Brasil


É nosso dever participarmos do plebiscito que ocorrerá entre os dias 1 a 7 de setembro de 2010 no Brasil inteiro. Independentemente da matriz ideológica dos proponentes, esse debate representa consistente conteúdo de resistência e luta no combate ao latifúndio, a concentração de terra e renda, assim como o próprio modelo capitalista hoje existente.

A propriedade privada é um dos pilares do sistema capitalista, com a concentração de terra em poucas mãos, estimulando a violência no campo e conseqüentemente, a violência nos centros urbanos. Mais do que nunca, se faz necessário a imediata aliança pela reforma agrária e urbana, sob controle dos trabalhadores.

Mais de 50 entidades nacionais estão impulsionando a luta pelo plebiscito.

“Hoje, o Brasil é o segundo maior concentrador de terras do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Assim, cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.”( texto publicado no site estadual do Psol).

O fórum nacional da reforma agrária e justiça no campo cumpre importante papel nesse momento conjuntural, e entendemos que as correntes políticas, conseqüentes, deverão encaminhar este plebiscito, que se de um lado não representa as mudanças revolucionárias profundas que defendemos, pelo menos estabelece o debate, questiona o conceito de propriedade privada, denuncia a concentração de terra, as mortes que vem ocorrendo no campo e nos grandes centros urbanos.

Ainda segundo dados do Senso Agropecuário do IBGE, a pequena propriedade familiar:

“Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.

• Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)

• A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).

• Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.

• Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:  
Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;

• É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT):

1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de

2.709 famílias expulsas de suas terras!

13.815 famílias despejadas!

422 pessoas presas!

765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!

92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!

Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo.

Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.”( texto publicado no site do Psol estadual)

Convidamos os partidos políticos comprometidos com as lutas dos povos, bem como os movimentos sindicais, populares, estudantis, para esta tarefa importante e para esse exercício democrático, que neste momento vai debater uma questão angular do sistema capitalista em que vivemos.

Os dados da violência contra os lutadores sociais é alarmante, e os inúmeros governos nada têm feito para amenizar ou erradicar a miséria, a concentração de renda e terra neste país.

É fundamental, também, que nos centros urbanos, os sem tetos, se articulem organizando os excluídos para exigir dos governantes uma urgente reforma urbana, ora contribuindo com as ocupações no campo, ora organizando-as nos centros urbanos cujos bancos de terra se destinam a especulação imobiliária em detrimento da exclusão e dos “enfavelamentos” que é muito marcante nas grandes cidades.

Nesse sentido, devemos incluir em nossas agendas esta importante atividade política, organizando nos bairros, igrejas, escolas, campo de futebol, nas sedes partidárias, nos movimentos, portas de fábricas, hospitais e todos os aglomerados humanos que devem estar voltados para este importante debate e ação questionadora do modo de produção capitalista.

Na “semana da pátria” os movimentos sociais que participam do grito dos excluídos, fazem o contraponto necessário, uma vez que nossa independência, bem como o conceito de “nação brasileira” é um projeto em permanente construção, tendo em vista as demandas das maiorias hoje excluídas da farta mesa dos banquetes dos poderosos.





Lutar pela verdadeira independência é preciso !!!



Aldo Santos. Sindicalista, Presidente da Associação dos Professores de filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente política TLS, Membro da Executiva Nacional do Psol.(03/08/2010)



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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Impugnado por ficha suja se diz injustiçado mas defende lei

Mariana Desidério

Especial para Terra Magazine
Segunda, 2 de agosto de 2010, 09h59 Atualizada às 11h48


Primeiro postulante ao governo de São Paulo barrado pela lei da ficha limpa, o candidato a vice-governador pelo PSOL, Aldo Josias dos Santos, diz que a nova lei tem equívocos e vai recorrer da decisão que impugnou sua candidatura. "Ficha limpa sim, injustiça não", defende o candidato, em tom de campanha.

Santos está impedido de se candidatar por ter usado uma Kombi da Câmara dos Vereadores de São Bernardo do Campo (SP) numa ocupação ilegal do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto na cidade, em 2003, quando era vereador. Para ele, a decisão condena-o por sua posição política. "Você não pode condenar as pessoas por participarem politicamente. Minha ação foi política, de ser solidário ao movimento", afirma.

Na opinião do candidato do PSOL, o equívoco da lei está em impugnar as candidaturas, baseada em qualquer decisão colegiada. Para ele, o ideal seria esperar o processo chegar aos tribunais superiores. Ele argumenta que foi alvo de três processos por causa do uso da Kombi e teve mais decisões em seu favor do que contra - ganhou na sindicância feita na Câmara, no processo movido pelo então prefeito de São Bernardo e na primeira instância do processo movido pelos promotores da cidade. Foi condenado quando este processo chegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

"Eu não posso ser condenado se eu tenho uma decisão favorável em primeira instância e uma negativa em segunda. E se a terceira instância me absolver? Vou ser condenado previamente?", diz. O questionamento traz à tona a possibilidade de a nova lei ferir o princípio da presunção da inocência, que consta na Constituição.

Apesar de discordar da decisão que o colocou fora da disputa eleitoral, Santos se diz a favor da Lei da Ficha Limpa. "Queremos de fato transformar a ficha limpa num instrumento de acompanhamento da sociedade", conta. Questionado sobre o que fará se não conseguir de fato se candidatar, Santos é otimista: "Estamos trabalhando com a hipótese do bom senso do judiciário. Vamos recorrer até o final."









Psol vai recorrer de impugnação do candidato a vice, em SP

27 de julho de 2010 • 17h05 •
 atualizado às 17h09
A coordenação da Campanha Estadual do P-SOL em São Paulo informou nesta terça-feira (27), por meio de nota, que vai recorrer do pedido de impugnação do candidato a vice-governador pelo partido, Aldo Josias dos Santos.

De acordo com o partido, ele foi enquadrado pela Lei Ficha Limpa por ter usado seu mandato de vereador em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para apoiar uma ocupação do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), em 2003.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de São Paulo já pediu impugnação de 31 candidaturas com base na Ficha Limpa. Santos é, até o momento, o único concorrente ao governo que pode ser impedido de disputar as eleições pela nova lei. A PRE ainda não divulgou o motivo do pedido de impugnação da candidatura.

O partido classificou o pedido de impugnação como uma "inversão", que colabora para a criminalização dos movimentos sociais. "Há uma clara inversão: a lei da Ficha Limpa, que deveria servir para barrar a candidatura de corruptos, foi desvirtuada de forma a reforçar a crescente criminalização dos movimentos sociais".